Blog Bugginho Academy

Guia de sobrevivência para profissionais de TI

É muito comum vermos estudantes e profissionais cheios de dúvidas e angustias acerca da área de TI. Provavelmente você já deve ter visto em fóruns e comunidades pela Internet afora, perguntas como: “Qual curso fazer?”, “Qual a melhor linguagem de programação”, “É necessário ter curso superior?”, etc…

Ciente disso, resolvi escrever esse texto para auxiliar quem está pensando em entrar na área, quem está estudando ou quem não consegue arrumar um emprego. Se você está confuso ou angustiado com algo, convido você a ler esse texto, provavelmente ele será muito útil para você 🙂

O inglês pode te levar para onde você quiser

A primeira coisa que gera muita confusão na cabeça de todo estudante e iniciante na área de TI é se de fato é obrigatório dominar o inglês. Muitas pessoas dizem que é bom ter fluência em inglês porque alguns dos melhores livros, vídeos, artigos, etc, estão em inglês, e se você não tem um bom domínio dele, ficará de fora.

Sim, isso é um bom argumento em prol de você estudar inglês, mas a reflexão é muito mais profunda.

  1. Frequentemente empresas brasileiras firmam parcerias com empresas de outros países, logo, existe uma exigência que alguns profissionais tenham fluência em inglês para poder interagir com os colaboradores dessas empresas;
  2. Você certamente já deve ter visto notícias de empresas de outros países ofertando vagas para profissionais brasileiros. Você já parou para pensar que nesse exato momento você poderia estar no Canadá, trabalhando como engenheiro de software?
  3. O governo tem alguns programas para enviar brasileiros para fazer cursos de mestrado e doutorado em outros países, imagine quantas oportunidades dessa você já perdeu?
  4. Existem sites onde é possível realizar trabalho freelance para empresas de outros países, porém sem inglês fica difícil, não é mesmo?
  5. Você teve aquela ideia genial. Apresentou para alguns amigos e um deles a apresentou para um amigo gringo, que tem uma empresa que se interessou em investir uma grana em seu negócio. Como você vai negociar com ele?

Conclusão: Apesar de as linguagens de programação serem em sua maioria escritas em inglês, você não é obrigado a ter um bom inglês para aprende-las, porém estará abrindo mão de ótimos cursos e ótimas oportunidades de trabalho ou negócio. Pense nisso é mais fácil do que você pensa 😉

Orientação a Objetos nem sempre é necessário

Outra dúvida que muitos iniciantes têm é: “Orientação a Objetos é realmente necessário?”. Certamente você já deve ter ouvido de alguns programadores e até mesmo na faculdade ou curso, que sem OO ninguém sai do lugar. Isso é corroborado ao ver inúmeras vagas de trabalho que exigem Java e OO, C# e OO, C++ e OO, PHP e OO, etc.

Bem, algumas linguagens são Orientadas a Objetos por natureza e não há a possibilidade de trabalhar bem com elas abrindo mão desse paradigma, porém lembre-se que o mercado de TI é muito amplo e existem muitas vagas para programadores COBOL, C, Javascript, Haskell, etc, pelo mundo afora.

Se você sempre trabalhou com sistemas comerciais em Java ou C#, certamente você deve estar se perguntando: “Esse cara é louco? Um software sem OO é insustentável”, mas acredite. Existe vida após a OO 🙂

Cursar ou não uma graduação?

Todos os temas abordados até agora são super polêmicos, mas nenhum quanto esse. Algumas pessoas afirmam que não é possível trabalhar sem um curso superior e vão além, afirmam também que existem coisas que você só vê na faculdade e que uma pessoa sem nível superior nunca será um bom profissional. Por outro lado, muitas outras pessoas afirmam que faculdade é uma perda de tempo, que não aprenderam nada na faculdade, que os melhores profissionais que conhecem são autodidatas, etc.

Bem, vamos por partes…

  1. Existem Faculdades e Faculdades. Infelizmente no Brasil existem muitas Faculdade do tipo “Pagou, passou” e isso desmotiva muita gente. É um saco você ir para a faculdade, pagar super caro e perceber que o professor sabe menos que você ou que está ensinando coisas defasadas ou até mesmo erradas (acredite, isso é mais comum do que você pensa). Porém isso não é uma regra. Existem sim ótimas faculdades, que se preocupam com os alunos, que investem em bons profissionais, cursos extra-curriculares, em livros para a sua biblioteca, em eventos, etc.
  2. Existem Cursos e Cursos. Não entre em Redes achando que vai sair sendo o guru do Java, ou melhor, não entre em curso algum achando que vai sair foda, isso depende mais de você do que da faculdade. Dizer que autodidata são inferiores à graduandos ou graduados é a maior burrice que existe, porque a faculdade por se só não ensina muita coisa, você terá que ser autodidata estando lá ou não. Agora, uma coisa é fato. Estando na faculdade, você “será obrigado” a aprender algumas coisas que talvez você não tivesse interesse se não estivesse lá e por incrível que pareça, isso é bom.
  3. Pare de perguntar em redes sociais qual o melhor curso. Isso geralmente não leva a lugar nenhum, ou pode até lhe levar a escolher um curso que não tenha muito a ver com você.
  4. Não existe curso de “Bacharelado em Zend Framework”, “Bacharelado em Java” ou coisas do tipo. Quer você queira, quer não, todos os cursos são bastante genéricos e vão lhe mostrar muito mais coisas do que você imagina e isso é bom. Ex.: Se você se formar em Sistemas de Informação, você poderá trabalhar como “Programador”, “DBA”, “SysAdmin”, “Gerente de projetos”, etc. É claro que uma pós-graduação além de lhe dar uma visão mais ampla, poderá ampliar sua área de atuação. Você pode fazer uma pós em “Docência no Ensino Superior”, “Engenharia de software”, “Segurança da informação”, “Jogos digitais”, “Sistemas para Internet”, etc. Fora que você também pode fazer mestrado e doutorado.

Vale a pena lembrar que algumas empresas são extremamente conservadoras e só contratam profissionais com formação superior e certificação, fora isso, algumas que trabalham para o governo são obrigadas a apresentar algum documento que certifique que os profissionais envolvidos naquele projeto, possui diploma de nível superior.

Um outro ponto importante é que apesar de ser completamente possível arrumar um trabalho no exterior sem formação superior, um diploma facilita e muito as coisas para você em algumas situações.

Se não ter um diploma de curso superior nunca foi um problema para você, certamente possuir um também não será. 😉

Estágio não é emprego

É claro que ninguém quer trabalhar de graça, mas entenda que o foco de um estágio não é ganhar bem, é adquirir conhecimento/experiência prática. Fora isso, boas oportunidades podem vir de um estágio, mas tome cuidado. Muitos empresários folgados, ciente de que os estudantes precisam de estágio, os contratam para trabalharem como profissionais e receberem como estagiários.

Não esperem demais para estagiar, porque o curso passa voando e você nem vê, porém não aceitem a primeira proposta bosta que aparecer. Antes de aceitar uma estágio, procure ver se a empresa tem algo a lhe oferecer além do dinheiro 😉

Emprego não é casa de ninguém

As vezes você está na mesma empresa há anos e não percebe que está estagnado, fazendo a mesma coisa todos os dias. Quando você se ver nessa situação, cogite trocar de emprego. Só não saia feito doido pedindo demissão sem ter outro emprego em vista, afinal, o Brasil está em crise.

Olha que bacana esse relato dessa amiguinha

Quando terminei o ensino médio ainda tinha medo de começar uma faculdade e não gostar, daí tive a ideia de fazer o curso técnico em informática. Quando tive contato com programação me apaixonei! Era incrível criar uma tela que somava dois números! Rs

Daí tive certeza do caminho que eu queria seguir. Quando eu estava terminando o técnico, uma pessoa me indicou para uma vaga temporária de suporte a um sistema que a empresa que estou atualmente estava desenvolvendo. O contrato era de dois meses, acabaram gostando do meu trabalho e me contrataram. Daí acabei não ficando só no suporte, fazia testes no sistema, entendia o negócio e dava sugestões de melhorias. Depois de um tempo surgiu uma oportunidade de ir para a área de sistemas para trabalhar com sustentação, e fui. No começo fiquei muito assustada porque lá trabalhavam com várias tecnologias. Fui aprendendo aos poucos cada uma, mas com o tempo vi que eu estava fazendo de tudo um pouco, mas não conseguia tempo para ser boa em somente algumas. Daí pedi para ir para projetos.

Me jogaram na fogueira porque era a minha vontade. Comecei a programar em c# quando eu só sabia debugar e fazer pequenos ajustes. Mas assim consegui crescer. Hoje faço levantamento de requisitos e programo. Sou respeitada na minha área.
Muita gente reclama de empresas grandes, falando que não dão oportunidade. Para te dar, você precisa ganhar confiança dos superiores e dar o seu melhor. Se você for só mais um funcionário, não vai para frente mesmo.
No meu caso vejo que os programadores são ótimos em tecnologias, mas não pensam no negócio. Se você não souber conciliar negócio e código, só vai ser mais um programador.

Ah, e fiz faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas. Fiz porque era a área que eu queria seguir e em uma empresa grande é importante. Mas depois da graduação isso perde a importância, sou muito mais cobrada para tirar certificações do que para fazer um bacharel ou pós.

By, “Viviane Fonseca”

Se você não ganha bem é porque não é um bom profissional

Essa é uma falácia milenar, que existe em várias áreas, não só na TI. Mas a questão é muito mais profunda e também merece uma reflexão, então, vamos lá

Primeiro: O que é ganhar bem?

Se você fizer essa pergunta para um jovem de classe alta, que mora em um bairro nobre, que é acostumado a viajar para o exterior várias vezes por ano, que sempre teve acesso aos melhores computadores, celulares, roupas, restaurantes, escolas, etc, que dirige um carro de mais de R$ 200.000,00 e nunca precisou andar de ônibus. Com certeza um salário de R$ 6.000,00 não fará os olhos dele brilhar. Em contrapartida, se você fizer essa mesma pergunta para um jovem de classe baixa, que mora em um conjunto habitacional na periferia de alguma cidade pequena, que sempre viu a mãe dormir na frente de uma escola para conseguir o matricular na rede pública, que fez graduação graças aos programas do governo (e seu mérito também, é claro), que nunca saiu nem do próprio estado, que até para andar de ônibus precisa de cartão de meia. Certamente esse cara estará no Céu se ganhar um salário que dê para ele comprar um carro usado, financiado em 5 anos, viajar para o interior do estado no final do ano para ver os parentes, etc.

Fora tudo isso ainda tem a questão do custo de vida. Se você mora de aluguel em São Paulo, um salário de R$ 4000,00 certamente é pouco. Porém se você mora em algumas cidade do interior do norte ou nordeste, R$ 4000,00 não é um salário tão ruim. Já que em alguns casos o aluguel é mais barato, as escolas são mais baratas, alguns produtos são mais baratos, alguns serviços são mais baratos, etc…

Segundo: Existem salários direto e indireto

As vezes a gente se preocupa muito com números e acaba deixando de lado alguns benefícios. Algumas empresas tem um salário não muito atrativo, mas em compensação tem ótimos benefícios. Vamos às contas.

Você hoje é um desenvolvedor pleno que está desempregado e mora de aluguel, então duas empresas “A” e “B” fazem entrevistas com você e resolvem lhe contratar, porém você só pode trabalhar em uma.

Empresa A:
– Cargo: Desenvolvedor Fullstack
– Localização: A 40 km de sua casa
– Benefícios: Vale refeição de R$ 15,00 e Vale transporte
Salário R$ 6000,00

Empresa B:
– Cargo: Desenvolvedor Back-end
– Localização: A 5 km de sua casa
– Benefícios: Vale refeição de R$ 20,00, Ticket alimentação de R$ 500,00 por mês, um carro da empresa ficará em sua mão e você terá direito a 2 tanques por mês, a empresa pagará 50% da sua graduação ou pós-graduação e da escola de seus filhos, Plano de saúde familiar rol completo, Plano odontológico familiar, Seguro de vida, A empresa pagará 50% do aluguel da sua casa no primeiro ano, PL de R$ 18.000 por ano.
Salário R$ 3500,00

Na “empresa A” você ganhará um salário direto maior, mas se você parar para analisar a “Empresa B” lhe dará tantos benefícios (que você teria que tirar do bolso para poder ter), que acaba sendo mais vantajoso trabalhar na empresa B.

Terceiro: Onde você vive?

Infelizmente, mesmo estando no mesmo país, há uma diferença absurda de tudo: Cultura, Custo de vida, Visão de mundo, etc. A Região Sul / Sudeste é mais economicamente desenvolvida que a região Norte / Nordeste e isso gera muito mais oportunidades de negócios e melhores vagas de emprego. Note que não estou dizendo que toda vaga de emprego do Sul / Sudeste é boa nem que toda vaga de emprego do Norte / Nordeste é ruim, mas no geral, enquanto um profissional de qualquer área ganha R$ 2000,00 no nordeste, esse mesmo profissional ganharia R$ 3000,00, R$ 4000,00 ou até mais se estivesse em uma grande cidade do Sudeste como São Paulo, por exemplo.

Então, pare de se sentir um merda por ganhar pouco. Talvez você realmente seja, mas muito provavelmente não é. Provavelmente você nem ganhe tão mal assim, você só está comparando com realidades diferentes da sua.

Ah Bugginho, mas vejo muita gente que estudou comigo que tem carro, iPhone, vive viajando, etc…

Sim, pode ser que essa pessoa realmente conseguiu um bom emprego ou empreendeu algo que tá dando certo, mas você já parou para pensar que essa pessoa, para ter o carro, pode ter vendido um imóvel da família? Você já parou para pensar que essa pessoa só tem um iPhone porque processou uma loja e recebeu uma indenização? Você já parou para pensar que essa pessoa vive viajando, mas dá calote em um monte de gente? Você já parou para pensar que essa pessoa pode ser desonesta, pode ter filhos e não pagar pensão?.

Como disse no começo do parágrafo anterior, ela pode sim ser uma pessoa bem-sucedida, porém pode ser um corrupto FDP. Não se espelhe nos outros, corra atrás do seu. 😉

Home-Office / Freelancer

Ah! Imagine você acordando a hora que quiser, podendo ir para o cinema enquanto os outros estão na se matando de trabalhar, poder trabalhar de cueca, enquanto assiste Star Wars, não ter ninguém enchendo o seu saco, etc.

Imaginou? Então tire isso da cabeça. Apesar de em algumas situações você de fato poder fazer muitas dessas coisas, no geral você terá sim metas e prazos, reuniões, terá sim gente enchendo o seu saco, e principalmente, você terá que ter uma disciplina muito grande tanto para trabalhar em casa quanto para fazer os seus familiares entenderem que você está trabalhando, e não jogando vídeo-game.

Se você for Freelancer você ainda tem um problema a mais, os calotes e atrasos de pagamento. Por mais que você faça contratos, estipule datas de pagamentos, etc… Os calotes ou atrasos sempre vão existir e você tem que estar sempre se preparando para o caso daquela grana não pintar. O ideal é nunca fazer dívidas muito grandes e com prazos muito longos e de preferência, manter sempre um fundo para emergências. Afinal, você já parou para pensar que você pode ficar doente e ficar 1 ou 2 meses sem produzir nada? O que você faria?

Outro problema de ser Freelancer é que as vezes os trabalhos simplesmente não aparecem. Felizmente no geral sempre tem trabalho, mas o problema é que as vezes você passa mais tempo fazendo reuniões tentando fechar algo do que de fato desenvolvendo algo. Então, esteja sempre preparado para momentos difíceis. Se você não consegue juntar dinheiro, tente pelo menos pagar uma previdência, pública ou privada, pode ser útil um dia.

Qual linguagem aprender?

Acredito que essa seja uma das dúvidas mais recorrentes entre os iniciantes e até mesmo entre alguns profissionais já experientes. É fato de que a maioria das vagas aqui no Brasil são para Java. Acredito que isso seja um padrão em todas as principais cidades, porém isso não quer dizer que você precisa focar em Java para poder trabalhar. Existem vagas para diversas linguagens e apesar das brincadeiras da páginas, existem muitas vagas para Python, PHP, C#, CSS, Javascript, SQL, etc… e como dito um pouco acima, existem oportunidades em outros países e você ainda pode empreender um negócio seu 🙂

Independentemente da linguagem que você mais gostar, foque nela, vá além do básico. Ninguém vai contratar alguém que só sabe IF e WHILE. Aprenda a linguagem a fundo, procure ver quais os principais Frameworks, pegue grandes projetos no github para estudar o código, e principalmente, seja ativo na comunidade.

Erros, erros e mais erros

Se você não suporta ver uma mensagem de erro na sua frente, saia da área de TI. O Erro será sempre o seu companheiro. Diariamente você vai se deparar com mensagens de erro do sistema operacional, banco de dados, IDE, da sua aplicação, etc… E por melhor profissional que você seja, o erro sempre vai estar ao seu lado, então ao invés de querer morrer quando se deparar com uma mensagem de erro, aprenda a entendê-la, ela apenas quer ser sua amiga, ela está ali para lhe ajudar, ela tem muito a lhe mostrar 🙂

Tenha um bom Networking

Bem, esse assunto é muito importante, porque um network pode lhe render boas amizades, boas oportunidades de negócio e um bom reconhecimento no mercado. Esse tema já foi abordado aqui então apesar de estar contido nesse post, eu vou deixar o link para o meu outro texto: “Terminei a faculdade, mas não consigo arrumar um emprego. E agora?“.

Pra quem se interessa em trabalhar em startups (e na verdade pra qualquer um em geral), a dica que eu dou é: networking. Conhecer pessoas faz TODA a diferença. Frequente eventos, distribua cartões, saia da sua ostra e puxe conversa com estranhos. Conte sua história. A verdade é que faltam pessoas boas no mercado, e conhecendo pessoas, elas naturalmente vão se lembrar de você e oportunidades vão surgir. Cerque-se de pessoas boas.

by, “João Marcos Barguil”

Trabalhar em uma Startups pode ser uma boa

Se você não gosta muito do ambiente formal das grandes corporações, talvez seja uma boa trabalhar ou estagiar em uma Startup. Isso não é uma regra, mas geralmente o ambiente das Startups são mais descontraídos e mais flexíveis, porém tome muito cuidado para não misturar as coisas. As responsabilidades são iguais. Você ainda assim precisará cumprir prazos e metas e muito provavelmente será subordinado de algumas pessoas.

Monte sua própria empresa

Nem tudo é uma Startup, geralmente Startup é um negócio que está dando seus primeiros passos em um cenário de incertezas e tentando validar uma ideia de negócio. Se você criar uma lojinha de venda de peças de computador, essa lojinha não é uma Startup.

Quando a gente pensa em empreender, a gente sempre pensa que é algo complicado, cheio de burocracia e super caro. Sim, de fato isso é verdade, mas não é impossível e nem todo negócio precisa começar grande, você pode empreender inclusive nas horas vagas.

Ah bugginho, falar é fácil, o problema é ter grana para começar

Sim, é verdade, mas uma vez eu vi uma frase interessante: “Você não precisa ter dinheiro para iniciar um negócio, basta fazer alguém que tenha dinheiro se apaixonar pela sua ideia” 🙂

O mais importante é ter sócios comprometidos e que entendam que nesse cenário todo investimento é de risco. Procure montar também uma equipe bacana com profissionais de várias áreas. Não adiantar juntar você e mais 2 amigos para montar uma empresa onde nenhum de vocês tem experiência, com vendas, marketing, administração, design, etc…

E por fim tenha em mente que provavelmente você vai falhar várias vezes até de fato algo dar certo. A probabilidade de dar errado geralmente é maior que a de dar certo, afinal você está em um cenário de incertezas, mas as recompensas fazem tudo valer a pena.

 

Bem, espero que esse texto tenha sido útil de alguma forma para você. Se você já está na área há algum tempo, provavelmente muita das coisas ditas aqui podem soar “clichê”, mas certamente para muitas outras pessoas não soará assim.

Quero agradecer aos amiguinhos que cederam um pouco do seu tempo e ajudaram a escrever esse texto mesmo que indiretamente: “Paulo José Oliveira Rosa, Danilo Zagatto, Johann Lemmermann, Rafael Pezzetti Pelliccioli, Johann Lemmermann, Fabio Pachelli Pacheco, Wellington Guimarães, Andre Machado, Pedro Costa Junior, João Vinicius, Thiago Vian, Pablo Weslly, Daniel Bristot de Oliveira, Nailson Landim, Gustavo Freire, Lucas Silva, João Marcos Barguil e Viviane Fonseca”

OBS.: Esse texto nunca terá um fim, ele estará sempre sendo atualizado, então, se você quiser contribuir com algumas dicas, deixe seu comentário logo abaixo 😉

É isso amiguinhos. Por hoje é só e até a próxima!!!

Bugginho Developer

7 comentários

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  • Ótimo texto !!! Parabéns pela iniciativa. Gostaria de acrescentar para aqueles interessados em programação algo que acho fundamental e em falta hoje em dia: estudem lógica de programação. Em comparação a 20 anos atrás, os PCs estão muito mais potentes e baratos e isso permite que muitos programadores desenvolvam sem se preocupar muito com a lógica, clareza do código e desempenho. Mas lembre-se sempre outro programador pode ter que mexer no seu código, pode ser que seu sistema, em algum momento, seja utilizado por 100, 1000, 10000 usuários simultaneamente ou quem sabe sua base de dados alcance 1 Tb. E como vivemos em um mundo onde as coisas acontecem cada vez mais rápido, quando perceber, poderá ser tarde demais!!!

    Abraços a todos

  • Excelente texto bicho, vou deixar uma dica aqui para atualizações futuras do texto, como você mesmo disse ao final.
    Acho que seria interessante falar de conhecimento e práticas comum de mercados mais sofisticadas que não são ensinadas na esmagadora maioria das universidades, como TDD, BDD, SOLID (principalmente IoC), Patterns no geral, enfim, os livros mais clássicos como Uncle Bob (Robert Martin), Martin Flower, Kent Beck, ….
    Acho que isso é um ponto que na minha opinião tira muito o crédido das universidades…
    Tipo, um engenheiro civil sai de lá sabendo as práticas atuais de engenharia civil, agora um engenheiro de software sai de uma universidade sem saber fazer teste automatizado e sem dar importância ao tema, um absurdo total.

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